Ficou para domingo a definição dos títulos do Maresia Paulista de Surf Profissional

By abrasp | 8 de outubro de 2016 | Notícias

Com sol, boas ondas de até 1,5 metro, a 3ª etapa do mais tradicional Circuito do País começou neste sábado (8), com chances de já decidir o novo campeão geral. Vencedor das duas primeiras etapas, o paranaense Peterson Crisanto fez a sua parte e, por pouco, não ergueu o troféu já no início da tarde.peterson-crisanto-_foto_renato-boulos01

Para faturar o campeonato, ele precisa apenas avançar três baterias, chegando às quartas-de-final. Mesmo com uma lesão no tornozelo esquerdo, sofrida durante os treinos na véspera, surfou e venceu duas baterias e terá o seu terceiro e mais importante compromisso na manhã do domingo. Mas logo no round 2, o líder competiu na mesma bateria do também paranaense Jihad Kohdr, agora o único que pode “roubar” o primeiro lugar no ranking.

Peterson passou em primeiro e seu rival foi ameaçado nos minutos finais pelo pernambucano Douglas Silva, que pegou duas ondas boas e ficou muito perto de ser o segundo classificado na bateria. Se Jihad perdesse, Peterson já seria declarado campeão. Mas a definição foi adiada. “Estou bastante ansioso e essa próxima bateria será a mais importante de todas do Circuito e vou bem concentrado e mesmo lesionado, vou dar meu máximo para ter esse título tão cobiçado no surf brasileiro”, afirmou.

Quem viu suas duas apresentações, talvez nem imaginou que ele surfou com muita dor e no sacrifício. Na sexta-feira, durante o treino, ao voltar de um aéreo, sofreu uma torção no tornozelo esquerdo. Na hora, tentou voltar a surfar, mas não conseguia apoiar o pé. “Fiquei assustado, mas fiz gelo e tratamento com uma fisioterapeuta aqui em Ubatuba e a dor amenizou 50%. Ainda dói, mas é tanta adrenalina que nem ligo muito para isso. Espero que não atrapalhe muito na próxima bateria”, destacou Urso, seu apelido de infância.maresia-pro-_foto_renato-boulos

Ele também comentou da bateria que poderia já ter definido o título. “Entrei pensando em passar. O Jihad é um excelente surfista e fiquei feliz que também passou. Torço por ele. Mas é óbvio que venho treinando muito para conquistar esse caneco e não vou decepcionar a minha torcida e minha família”, ressaltou. “Esse título vai representar muita coisa. Depois de quase dois anos, sem um resultado expressivo, marca a minha volta e ano que vem vou com tudo para o QS”, complementou emocionado.

Com a disputa do título geral restrita a dois atletas do Paraná, a etapa terá uma disputa paralela para conhecer o campeão paulista, situação que só tinha ocorrido outras três vezes em 32 edições realizadas. Nesse caso, Geovane Ferreira, o Tchuca, segue na frente para tenta comemorar em casa. Neste sábado, ele competiu e passou numa bateria acirrada contra três surfistas também de Ubatuba e uma disputa particular contra Gustavo Henrique.

Tamae Bettero ficou em primeiro o tempo todo, com uma nota 8,75, Tchuca garantiu um 7,75 ficou para segundo e depois caiu para terceiro. Precisava de 5,25 e tirou 6,25 para avançar.jihad-kohdr-_foto_renato-boulos1

“Foi bem difícil. Surfei só com a galera daqui e todo mundo sabe a estratégia um do outro, por morar perto, surfar todo dia junto, mas procurei fazer o meu trabalho, graças a Deus foi tudo certo”, contou. “Tirei um peso que estava em cima de mim. Estava na pressão, confesso, mas agora que passei a bateria, estou mais aliviado, me sinto muito melhor”, acrescentou Geovane.

Antes das baterias de Peterson e de Tchuca, os espectadores na praia e pela transmissão ao vivo pela internet acompanharam um show de surf com o campeão do Circuito de 2015, Thiago Camarão, e o novo campeão mundial júnior, Weslley Dantas, competindo no quintal de casa. O surfista de São Sebastião garantiu a melhor nota do dia, um 9,25, enquanto que o irmão mais novo de Wiggolly Dantas, campeão paulista em 2014 e hoje integrante do CT, garantiu a maior somatória, 17,65 pontos de 20 possíveis.

O experiente Léo Neves, de Saquarema, não ficou atrás, com 17,40 pontos. Na mesma bateria, Hizunomê Bettero também se destacou, com 15,95. Outro destaque foi o paraibano José Francisco, somando 16,25. Vale destacar que Hizunomê, Renato Galvão, Odirlei Coutinho, todos de Ubatuba, e Ricardo Ferreira, de Praia Grande, competem tentando o tri paulista e avançaram para o round 3.geovane-ferreira-_foto_renato-boulos

O evento segue neste domingo, a partir das 8 horas, com a finalíssima, por volta das 14h30. Todas as baterias podem ser acompanhadas em tempo real, com imagens, som da locução, notas e possibilidade de interação com mensagens de texto, pelo link http://www.maresia.com.br/paulistapro2016/ao-vivo.

Os surfistas disputam uma premiação de R$ 30 mil, com R$ 8 mil ao vencedor. Antes da decisão do vencedor, os atletas disputam a Overboard Expression Session, valendo R$ 1 mil para a manobra mais radical. O público também será premiado, com duas pranchas New Advance, uma entre a torcida na praia e outra para os internautas, que se inscreverem no site da Maresia.

O Maresia Paulista de Surf Profissional 2016 tem os patrocínios da rede de lojas Overboard, Casio G-Shock, K Energy Drink e pranchas New Advance. Apoio da BeeNoculus. A realização é da Federação Paulista de Surf, com apoios do Governo do Estado de São Paulo/Secretaria da Juventude Esporte e Lazer, prefeituras de Guarujá, São Sebastião e Ubatuba, associações de Surf de Guarujá e de São Sebastião e Ubatuba de Surf, com divulgação de Waves.

Fotos : RENATO BOULOS