Ian Gouveia pode garantir vaga no CT no Hang Loose Pro Contest 30 Anos

By abrasp | 27 de outubro de 2016 | Notícias

Melhor brasileiro no ranking do WSL Qualifying Series este ano, o pernambucano Ian Gouveia pode ter uma comemoração dupla no Hang Loose Pro Contest 30 Anos, que começa na próxima terça-feira (1º) na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Além de ter a chance real de já confirmar a sua vaga ao CT de 2017 com um bom resultado na Ilha de Santa Catarina, o filho caçula do ídolo Fábio Gouveia está feliz por poder competir no evento da Hang Loose, seu patrocinador master há nada menos que 11 anos.

Ian Gouveia nas Ilhas Açores (Foto: Masurel - WSL)
Ian Gouveia nas Ilhas Açores (Foto: Masurel – WSL)

O ambiente favorável aumenta ainda mais, porque o surfista de 24 anos morou metade de sua vida na capital catarinense e considera a Joaca, como uma segunda casa. “A expectativa de competir em Florianópolis e ainda no campeonato do meu patrocinador é a melhor possível. A Joaquina é um lugar que dá altas ondas e eu surfo desde pequeno, então gosto bastante de lá”, comenta o surfista, que hoje mora em Maresias, São Sebastião (SP).

“Morei em Floripa por 12 anos e tenho boas lembranças das competições lá”, continua Ian Gouveia. “A primeira vez que me classifiquei para o Mundial Junior da ISA foi lá e espero poder repetir outro feito, de garantir minha vaga para o CT. Não seria nada mal isso, ainda mais no campeonato da Hang Loose. Ia ser uma comemoração dupla. A minha relação com a Hang Loose é como uma família. Sou patrocinado pela marca desde 2005, o Álfio (Lagnado) é como um tio e os filhos deles como irmãos para mim”.

Ian vem de uma sequência de grandes resultados na “perna europeia” do WSL Qualifying Series, que o impulsionaram para a quinta posição no ranking. A arrancada começou com o quarto lugar na final do Pantin Classic Galicia Pro, na Espanha, depois veio a vitória em outra prova com status QS 6000, o Azores Airlines Pro, nas Ilhas Açores, em Portugal.

Campeão do QS 6000 Azores Airlines Pro em Portugal (Foto: Masurel - WSL)
Campeão do QS 6000 Azores Airlines Pro em Portugal (Foto: Masurel – WSL)

Ele ainda foi para Marrocos e ficou em quinto lugar no QS 1500 de Casablanca, depois voltou para Portugal para disputar o QS 10000 Billabong Pro Cascais, onde conquistou mais um brilhante terceiro lugar na etapa vencida por outro brasileiro, Jessé Mendes, que no momento está fechando o grupo dos dez surfistas indicados pelo ranking do QS para completar a elite dos top-34 que disputa o título mndial na World Surf League. Além dos dois, o baiano Bino Lopes também está no G-10, em sexto lugar, logo abaixo de Ian Gouveia.

“Depois da minha vitória nos Açores, um terceiro, um quarto e um quinto lugares, fiquei muito perto de conseguir a vaga e a ansiedade é total”, confessa Ian Gouveia. “Nem em sonho imaginava isso. É uma posição que nunca estive e está sendo tudo novo para mim. É impossível controlar, mas estou trabalhando mentalmente para conseguir ficar o mais tranquilo possível. Estou colocando na cabeça que ainda preciso passar mais baterias para ficar com a vaga. E quero consolidar isso na Joaquina”.

FABIO GOUVEIA – Ele sabe que uma boa atuação em Floripa ainda tem outro ponto a seu favor, eliminar a pressão de ter de decidir seu futuro no Havaí. “Com certeza, terá um gostinho especial garantir a vaga em casa junto com toda a família e amigos para comemorar. Será um sonho. E também será muito importante me garantir antes do Havaí. Lá, como todos sabem, é muito difícil, pelo fato de ter muitos tops do CT e surfistas locais competindo”, afirma Ian Gouveia.

Pai e filho surfando juntos (Foto: Tom Toledo - Hang Loose)
Pai e filho surfando juntos (Foto: Tom Toledo – Hang Loose)

“Conheço muitos exemplos de surfistas que estavam dentro dos top 10 e no Havaí caíram fora. É muito difícil deixar para garantir a vaga lá”, acrescenta Ian, que também descarta a pressão que muitos acreditam existir, por ser filho de Fábio Gouveia, um dos maiores surfistas brasileiros de todos os tempos e que também sempre integrou a equipe Hang Loose durante toda a carreira no Circuito Mundial.

“Essa é a pergunta que mais me fizeram na vida e sempre fui muito tranquilo quanto a isso”, disse Ian Gouveia. “Apesar de tudo que ele foi, para mim é o meu pai e minha relação com ele é de pai e filho. Não levo isso para a água. Não tenho essa pressão, por ele ter sido tão bom. Não tenho de ser tão bom quanto ele. Eu quero fazer a minha história. Mas, com certeza, meu pai é a minha principal influência”.

Ian não esconde que em um ponto quer ser igual ao pai, o lado família. “Quero poder viajar o mundo inteiro, surfar as melhores ondas e levar a minha mulher, minha filha. Dar para a minha filha, a vida que meu pai me deu. Era muito bom viajar com ele, assistir os campeonatos, viver o Tour. Estou perto de conseguir isso e vou buscar muito”, ressalta.

Ian Gouveia (Foto: Masurel - WSL)
Ian Gouveia (Foto: Masurel – WSL)

Mostrando humildade, Ian não quer fazer projeções sobre o futuro na elite mundial. Só adianta que as etapas que ele mais aguarda são as de Fiji e Pipeline. “Nem sei o que esperar de mim. Vou descobrir ano que vem mesmo (risos). Já fiz uma surftrip para Fiji e peguei o melhor mar da minha vida lá no ano passado. Desde que peguei aquelas ondas, tornou-se um sonho competir lá”, conta.

“Há alguns anos venho participando do Volcom Pipe Pro no Havaí e é muito bom surfar Pipeline só com mais três pessoas na água”, destaca Ian. “No CT é você e mais um só, então melhor ainda. De todas as ondas do CT, eu ainda não conheço Bells e Margaret River na Austrália e Peniche em Portugal. Eu acho as direitas de Bells iradas e Margaret tenho um medo ‘da bixiga’ de tubarão, mas vou enfrentar. Já Peniche é Portugal, onde sempre me sinto bem, é um beach break que dá altos tubos”.

Para completar, Ian também fala da fase pai, com a chegada da filha Malia: “Mudou minha vida. Você amadurece. Passa a ter responsabilidades muito maiores. Tem de focar mais nos seus objetivos. Afinal, tenho de botar dinheiro em casa, criar meu patrimônio”.

O Hang Loose Pro Contest 30 Anos promete ficar marcado na história como o evento de 1986, que trouxe de volta o Circuito Mundial para o Brasil. A nova etapa do QS 6000 de Florianópolis será disputada de 1º a 6 de novembro na Praia da Joaquina por surfistas de 22 países, sendo 94 estrangeiros dos 150 inscritos. Esta será a última parada do WSL Qualifying Series antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, podendo decidir classificações para a elite dos top-34 da World Surf League.

O QS 6000 Hang Loose Pro Contest 30 Anos será realizado com patrocínio da Hang Loose e apoio do Governo do Estado de Santa Catarina / Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, através do FUNDESPORTE e da Prefeitura Municipal de Florianópolis, além da Mini Kalzone e lojas J Bay e Tent Beach. O evento é homologado e supervisionado pela WSL South America como 46.a etapa do WSL Qualifying Series 2016, com realização da Associação de Surf da Joaquina (ASJ), divulgação da Rede Atlântida FM e site Waves e transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

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Texto de Fabio Maradei – Hang Loose

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João Carvalho – Assessoria de Imprensa da WSL South America