Meninas disputam título nacional

By abrasp | 4 de dezembro de 2015 | Feminino

Primeiro dia do Brasileiro de Surf Profissional Feminino em Ubatuba (SP) marca retorno das competições nacionais exclusivas para garotas.

Jacqueline Silva faz a melhor onda do primeiro dia do campeonato. Foto: Aleko Stergiou.
Jacqueline Silva faz a melhor onda do primeiro dia do campeonato. Foto: Aleko Stergiou.

A primeira e única etapa do Circuito Brasileiro de Surf Feminino 2015 começou neste sábado (14/11), na praia de Itamambuca, Ubatuba (SP). O evento define a campeã brasileira profissional da temporada.

Em um dia do sol e praia cheia, as meninas arrepiaram as ondas com cerca de meio metro e exibiram todo potencial do surf feminino brasileiro durante as baterias do campeonato, que marca o retorno das competições exclusivas para garotas.

No primeiro dia de disputas, foram definidas as semifinalistas da categoria Sub-12, as baterias da segunda fase da Sub-18 e as quartas de final da categoria Profissional.

Profissional – As cabeças de chave, Top 8 do Circuito Brasileiro Profissional 2014, estrearam na segunda fase da categoria Profissional, já quase no fim da tarde. Na primeira bateria, Luana Coutinho, Michele Prisso e a argentina Lucia Cosoleto enfrentaram Jacqueline Silva, vice-campeã mundial de 2002.

E Jacque não deu mole. De cara, em sua primeira onda, já faz a maior nota do evento, 9.50 pontos. Luana deu o troco com um surf de backside limpo e consistente e também fez uma nota na casa dos 9 pontos. Mas Luana achou outra onda muito boa na casa dos 8 pontos e garantiu o primeiro lugar com um somatório de respeito, 17.50 pontos.

“Percebi que a maré estava secando, fiquei um pouco mais aqui na frente do palanque. Consegui achar duas ótimas ondas. Ano passado fui vice-campeão, agora quero o título”, comentou Luana Coutinho.

Na segunda bateria, Bruna Queiroz, Natalie Plachi, Louise Frumento e Carol Bonello foram para a água. A bateria foi morna e passaram Louise, na primeira colocação, e Natalie na segunda. Carol cometeu uma interferência e acabou sem chances de classificação, mesmo surfando muito bem.

No terceiro confronto, foi a vez de Carol Souza, Kayane Reis e Larissa dos Santos desafiarem a bicampeã brasileira e atleta local, Suelen Naraisa, irmã do top Wiggolly Dantas, idealizador do evento. Larissa confirmou a boa fase, o favoritismo e terminou na ponta.

Larissa Santos vence terceira bateria e avança com facilidade. Foto: Aleko Stergiou.
Larissa Santos vence terceira bateria e avança com facilidade. Foto: Aleko Stergiou.

Suelen se manteve em segundo lugar até os últimos segundos, quando a carioca Kayane destruiu uma direita até a beira e garantiu a segunda vaga. “Foi Deus que mandou aquela onda. Estou muito feliz em ter passado”, comemorou Reis.

No quarto confronto, Chantalla Furlaneto, Rayssa Pessoa, Gabriela Teixeira e Mariana Vaz brigaram pelas vagas. Em uma bateria com notas computadas nos últimos segundos, avançaram a paraibana Rayssa e carioca Gabriela.

Na quinta bateria, Camila Cassia, Yanca Costa, Taina Hinckel e Dominik Pupo fizeram um duelo acirradíssimo. Camila dominou o confronto e manteve a ponta até os últimos minutos, com Pupo na segunda posição.

A cearense Yanca lutou até o fim e acabou recompensada com a primeira colocação depois de achar uma da série quando faltavam poucos minutos para o término do embate. A paulista Camila finalizou na segunda colocação.

No sexto confronto, a veterana Juliana Quint, Gabriela Leite, campeã sulamericana Pro Junior, Marina Rezende e Kiany Cristina brigaram pelas duas vagas. E deu dobradinha catarinense, com Gabriela em primeiro e Juliana na segunda posição. “Estava parada desde 2012. Não por falta de vontade, mas por falta de eventos mesmo. Agora estou de volta”, mandou Gabriela Leite.

No sétimo confronto, Tais de Almeida, Alana Pacelli, Rayza Silveira e Julia Santos. Almeida e Santos se deram bem. Para finalizar o dia, no oitavo confronto, Diana Cristina, Hayanna Iguchi, Andressa Carvalho e Erica Prado. Duelo emocionante e quem se deu bem foram Cristina e Carvalho.

Brasileiro Feminino reúne as melhores meninas do surf brasileiro. Foto: Aleko Stergiou.
Brasileiro Feminino reúne as melhores meninas do surf brasileiro. Foto: Aleko Stergiou.

Sub-18 – As baterias da categoria Sub-18 foram para a água no meio da manhã e a cearense Larissa dos Santos impressionou o público e os juízes para cravar nada menos que 17.90 em 20 pontos possíveis. Local do Titanzinho, celeiro de grandes atletas da capital cearense, Santos é bicampeã brasileira Open e tricampeã brasileira na categoria Junior.

“Muito massa esse evento. O Brasil está cheio de excelentes surfistas meninas e não temos muitas oportunidades de apresentar nosso potencial. Agradecemos à família do Guigui por essa oportunidade”, disse Larissa. “Vou com tudo em busca de mais um título para minha carreira”, prometeu a jovem.

Outros destaques da categoria foram a cearense Yanca Costa, que somou 15.25 pontos, e a paulista Louise Formento, com 13.25 pontos na somatória.

Sub-12 – A garotada da Sub-12 também caiu na água neste sábado. Naire Marques, Yasmin Dias, Taína Hickel e Joana Camargo classificaram-se para a primeira bateria das semifinais. Rafaela Coelho, Pamella Mel, Luana Soares e Sofia Medina, irmã do atual campeão mundial da WSL, compõem o segundo confronto.

Ultra Surf Feminino – Idealizado por Wiggolly Dantas, ubatubense e top da WSL, o Ultra Surf Feminino tem apoio da Prefeitura de Ubatuba e acontece no palco do primeiro campeonato exclusivo para meninas da história do surf nacional em 1998.

Na categoria Profissional, 48 atletas de todo país dividem R$ 15 mil em premiação. O evento conta também com as categorias Sub-12 e Sub-18. O objetivo da organização é fomentar as categorias de base.

“Como o SuperSurf aqui de Ubatuba não teve a categoria Feminino e foi na Praia Grande, tive a idéia de promover esta etapa na Itamambuca. Com ela, pretendo ajudar a superar a atual crise do Surf Feminino e prestigiar a praia onde nasci e fui criado”, explica Guigui.